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segunda-feira, abril 20, 2015

Uruçuca (Ba) ganha primeiro dos 34 distritos integrados de segurança

O distrito é uma forma de fazer a integração física e efetiva do trabalho das polícias Civil e Militar
O distrito é uma forma de fazer a integração física e efetiva do trabalho das polícias Civil e Militar
A segurança da população do município de Uruçuca, no litoral sul do estado, ganhou um reforço na manhã deste sábado (18/4) com a inauguração do Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep).
A nova unidade, entregue pelo governador Rui Costa e o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, teve investimento superior a R$ 3 milhões e integra as polícias Militar e Civil, além do serviço de emissão de carteira de identidade.
O equipamento é o primeiro dos 34 a serem inaugurados na Bahia.

"O distrito é uma forma de fazer a integração física e efetiva do trabalho das polícias Civil e Militar que, primeiro, oferece mais conforto para a população que recorre aos serviços e, segundo, proporciona melhores condições de trabalho para nossos profissionais de segurança", disse Rui Costa. O Disep reúne as ações da 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin) e do 5º Pelotão da 72ª Companhia Independente de Polícia Militar, que integra o Comando do Policiamento da Região Sul. 

A estrutura é dividida em três módulos e inclui área administrativa, atendimento ao público, salas de investigação, cartório, audiências, alojamentos para policiais e custódia de presos em flagrante. Um posto do Instituto Pedro Melo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) oferece o serviço de emissão de carreira de identidade. 

Para a professora Yonara da Silva, o Disep garante mais segurança e cidadania. "É muito importante poder tirar a identidade aqui, sem precisar viajar, sem falar na segurança maior para nossa cidade". Outros quatro distritos integrados serão instalados em Capim Grosso, Bonito, Iguaí e Buritirama.

Encontro escolar
 
Ainda em Uruçuca, Rui Costa visitou o Colégio Estadual Carneiro Ribeiro, onde avaliou melhorias na estrutura, na quadra poliesportiva e conversou com alunos e educadores. Com 700 estudantes de ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), a unidade funciona há 85 anos em um prédio histórico. Aluno do 3° ano, Mateus Oliveira acredita que uma educação melhor é responsabilidade de toda a sociedade. "A boa estrutura da escola é muito importante porque é a raiz de bons cidadãos". 

No Centro Educacional do Município, Rui Costa foi recebido com uma apresentação do coral de alunos, existente há dois anos, e participou da entrega dos prêmios ‘Aluno Nota Dez’ e ‘Professor Destaque’, que reconhecem e incentivam os melhores estudantes e docentes do município no último ano. 

O objetivo das visitas do governador Rui Costa aos estabelecimentos de ensino da rede estadual é estabelecer uma maior aproximação com a comunidade escolar, afirmando o compromisso do Pacto pela Educação na Bahia. 

Niterói aposta R$ 20 milhões em 'Big Brother urbano' para reduzir violência

19/04/2015 08h17

Cidade será monitorada por 450 câmeras a partir do final de junho.
'Botões de pânico' em 80 locais poderão ser acionados em emergências.

Cristina Boeckel e Matheus RodriguesDo G1 Rio

Simulação mostra como ficará o centro de monitoramento das câmeras espalhadas pela cidade. (Foto: Divulgação/ Prefeitura de NIterói)

Simulação mostra como ficará o centro de monitoramento  (Foto: Divulgação/ Prefeitura de NIterói)Viver monitorado 24 horas por dia, sete dias da semana, não é o objeto de desejo de qualquer pessoa. Mas grande parte dos moradores de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, parecem aprovar a ideia de serem “vigiados” em nome da segurança. A partir de julho, os mais de 490 mil habitantes da Cidade Sorriso serão monitorados por 450 câmeras espalhadas pelos 52 bairros da cidade.
De acordo com o prefeito do município, Rodrigo Neves, diminuir a criminalidade é o principal objetivo. Segundo ele, o município foi afetado pela crise na segurança pública do Rio.
“Entendo que a segurança é atribuição constitucional do estado e compreendo que os municípios devem cobrar eficiência, mas também é preciso cooperar”, explicou ao G1 o prefeito, que importou a tecnologia da Informática El Corte Inglés, já usada para monitorar a capital espanhola Madri e a fronteira do México com os Estados Unidos.
Aviso na porta do bar avisa o fechamento do local (Foto: Matheus Rodrigues/ G1)
Aviso na porta de bar que fechou devido à violência
(Foto: Matheus Rodrigues/ G1)

O aumento nos índices de violência, divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), reforçam a necessidade de medidas públicas para combater a “onda de medo”. O ano de 2014, em comparação com 2013, teve 31% a mais de ocorrências de roubo na cidade. Ao todo, o ano passado excedeu 2013 com 56% a mais das tentativas de homicídio, 91% de roubos de celulares, 25% roubos de veículos e 93% de roubos de carga.

'Botões do pânico'
Para ter um sinal positivo nesses dados, a Prefeitura irá gastar cerca de R$ 20 milhões na construção do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), na Região Oceânica, que irá controlar as câmeras. Além disso, o Cisp terá ligação com 80 lugares públicos e estratégicos equipados com "botões de pânico", que serão usados para alertar possíveis emergências.


O sistema de acionamento emergencial já tem alguns pontos definidos. Eles serão instalados em cabines da PM recém-reformadas, integrando Guarda Municipal e Polícia Militar, escolas de grande porte, unidades de saúde, prédios da administração pública, como a prefeitura, universidades, terminal das barcas e rodoviária. Em cada local, um dos 160 agentes públicos que serão treinados terão a responsabilidade de apertar o botão, permitindo o acionamento imediato das forças de segurança, 24 horas por dia.

Moradores aprovam
O grande número de câmeras foi visto com bons olhos pelos moradores ouvidos pelo G1. Para eles, no entanto, é necessário que também haja policiamento para que roubos não sejam apenas registrados, mas evitados (na reportagem acima, veja flagrante de assalto a duas mulheres).
O estudante de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Caio Cardoso de Souza, de 18 anos, foi assaltado na Rua Paulo Cezar, em Icaraí, há algumas semanas. Ele afirmou que as filmagens em tempo real podem ajudar a acabar com os assaltos em série, uma das principais reclamações dos moradores.
Aqui em Niterói eles costumam assaltar várias pessoas na mesma rua. As câmeras são um avanço positivo porque eles podem ver no momento onde os assaltantes estão atuando”, disse o universitário.
Cisp está sendo construído na Região Oceânica (Foto: Leonardo Simplício / Prefeitura de Niterói)
‘Rua do Perdeu’
Ainda de acordo com estudantes da UFF, a Rua Visconde de Moraes localizada próxima a um dos campus da universidade, foi batizada de “Rua do Perdeu” por causa dos constantes assaltos no local. A prefeitura informou que ainda não é possível dizer em quais vias o monitoramento será feito.
Em agosto do ano passado, um bar que funcionava há 12 anos na Travessa Wadhi Curi, em São Francisco, foi fechado pela ausência de policiamento. Um aviso chegou a ser colado na porta, alertando frequentadores de que o local não iria mais funcionar. "Por falta de punidade, fechamos!", dizia o texto.
Via foi apelidada de 'Rua do Perdeu' devido à rotina de assaltos (Foto: Matheus Rodrigues / G1)
Via foi apelidada de 'Rua do Perdeu'; devido à rotina de assaltos (Foto: Matheus Rodrigues / G1)
De acordo com moradores do bairro, o comerciante se mudou de Niterói e o bar está funcionando com uma nova administração. O DJ Eduardo Siqueira era frequentador do estabelecimento e informou que pouca coisa mudou. Ele aprovou a nova medida de segurança da cidade, mas disse que o principal problema é a falta de policiais nas ruas.
“Eu acho que tudo que se agrega para dar mais segurança para as pessoas é uma coisa válida. Mas acho que só as câmeras por si só não vão representar um avanço muito grande para a população. A gente escuta muita coisa, mas uma coisa que incomoda muito é a falta de policiais na rua e a demora no atendimento de uma denúncia. O que acontece muito é viatura parada, mas a gente não vê policial a pé ou nas ruas”, afirmou Eduardo Siqueira, morador do bairro de São Francisco.
Simulação de como ficará a sede do Centro Integrado de Segurança Pública de Niterói (Cisp). (Foto: Divulgação/ Prefeitura de NIterói)Simulação de como ficará a sede do Cisp (Foto: Divulgação/ Prefeitura de NIterói)

 

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