ZERO HORA (03/06/12):
“O Brasil precisa de emissoras de rádio e TV que denunciem e cobrem providências, mas precisa ainda mais de emissoras que estimulem o pensamento, que ensinem as pessoas a desconfiar do poder, que esclareçam, que desmitifiquem, que combatam preconceitos, que permitam a pluralidade de enfoques, que abram espaço à complexidade do mundo e que respeitem as pessoas. Todas as pessoas, bem entendido. Se não for assim, rádios e TVs serão apenas instrumentos da “banalidade do mal””. MARCOS ROLIM
Acrescentaria ainda, que a imprensa busque a VERDADE REAL e não apenas a informação descomprometida com a verdade. Bem como, seria muito útil na SENSAÇÃO DE SEGURANÇA do cidadão se divulga-se as ações efetivas dos órgãos de segurança no combate a criminalidade e não apenas as notícias com o caráter comercial.
domingo, junho 03, 2012
domingo, maio 27, 2012
Colapso no Sistema Prisional
OPINIÃO O Estado de S.Paulo - 27/05/2012.
Divulgado no final da semana passada, o relatório anual da Anistia Internacional faz muitas críticas ao Brasil em questões de respeito aos direitos humanos. Segundo a Anistia Internacional, entre janeiro e setembro de 2011 foram registradas 804 mortes decorrentes de conflitos com a polícia, nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Esses óbitos foram registrados como "mortes indeterminadas" ou provocadas por pessoas que teriam oferecido resistência numa operação policial. A Anistia Internacional considera esses números muito altos. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram mortas 137 pessoas em embates com policiais e, na Alemanha, apenas 6, no mesmo período.
Um dos principais problemas apontados pela entidade é a situação do sistema prisional do País. As carceragens, centros de triagem, cadeias e penitenciárias abrigam quase 500 mil presos, mas o número de vagas disponíveis é de 300 mil.
O problema não é novo e vem se agravando a cada ano, pois a polícia vem prendendo cada vez mais e a Justiça vem batendo recordes de condenações. Nas duas últimas décadas, o número de presos em todo o País cresceu cerca de 300%.
Divulgado no final da semana passada, o relatório anual da Anistia Internacional faz muitas críticas ao Brasil em questões de respeito aos direitos humanos. Segundo a Anistia Internacional, entre janeiro e setembro de 2011 foram registradas 804 mortes decorrentes de conflitos com a polícia, nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Esses óbitos foram registrados como "mortes indeterminadas" ou provocadas por pessoas que teriam oferecido resistência numa operação policial. A Anistia Internacional considera esses números muito altos. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram mortas 137 pessoas em embates com policiais e, na Alemanha, apenas 6, no mesmo período.
Um dos principais problemas apontados pela entidade é a situação do sistema prisional do País. As carceragens, centros de triagem, cadeias e penitenciárias abrigam quase 500 mil presos, mas o número de vagas disponíveis é de 300 mil.
O problema não é novo e vem se agravando a cada ano, pois a polícia vem prendendo cada vez mais e a Justiça vem batendo recordes de condenações. Nas duas últimas décadas, o número de presos em todo o País cresceu cerca de 300%.
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