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domingo, março 13, 2011

Direto do Japão: autoridades confirmam mais de 1,5 mil mortes

Enviado especial do Grupo RBS, o repórter Daniel Scola diz que a expectativa é que este número triplique nas próximas horas


O repórter Daniel Scola, enviado especial do Grupo RBS ao Japão, relatou à Rádio Gaúcha que as autoridades do país asiático confirmaram hoje 1.597 mortes devido ao terremoto e ao tsunami que atingiram o país na última sexta-feira. A expectativa do governo japonês é que este número triplique nas próximas horas.


Na pequena província de Miyagi, mais da metade dos 17 mil habitantes estão desaparecidos. Na capital Sendai, onde o aeroporto foi encoberto pela lama, a população permanece isolada.

A principal preocupação do governo agora é controlar as usinas nucleares no norte e no nordeste do país. Em Fukushima, a usina de Daiichi enfrenta o risco de uma nova explosão de hidrogênio, o que levou à evacuação de 200 mil pessoas da localidade.


Ouça o boletim do repórter Daniel Scola à Rádio Gaúcha:

Especialistas discordam sobre riscos de radiação do Japão chegar aos EUA

Mundo | 13/03/2011 | 21h29min


Segundo um estudioso, no pior dos cenários, 

a radioatividade poderia contaminar terra, água e ar americanos


Especialistas consideraram improvável que as radiações das usinas nucleares danificadas pelo terremoto no Japão cheguem aos Estados Unidos em proporções que possam causar danos à população, embora outros afirmem o contrário. 


— Dados os milhares de quilômetros que separam os dois países, o Havaí, o Alasca e os litorais e territórios do oeste americano não deveriam experimentar níveis perigosos de radioatividade — estimou em um comunicado publicado este domingo a Comissão de Regulação Nuclear (NRC) dos Estados Unidos. 


O organismo lembrou ter enviado dois especialistas em reatores ao Japão como membros de uma equipe da Agência Americana de Ajuda ao Desenvolvimento (USAID). No entanto, o especialista Joseph Cirincione, do Ploughshares Fund, que defende a eliminação das armas nucleares.


No pior dos cenários, a radioatividade poderia contaminar terra, água e ar americanos, disse Cirincione à emissora Fox News, este domingo. 


— Parte da radioatividade poderia chegar pela atmosfera à costa oeste dos Estados Unidos — afirmou. 


Este cenário é "absolutamente" possível, disse, lembrando o desastre de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, quando "a radioatividade se espalhou por todo o hemisfério norte".


— Depende de quantos destes núcleos se derreterem e quão bem sucedidos forem em contê-lo uma vez que o desastre ocorrer — acrescentou.



O sismo desta sexta-feira, de 8,9 graus na escala Richter, seguido de um tsunami, provocou a declaração do estado de emergência em duas usinas nucleares japonesas pelo temor de uma fusão no coração dos reatores.

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